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Olá, tenista! Tudo bem? Hoje vamos falar um pouco sobre um tema muito estressante: o estresse.

Desculpe a repetição, mas só quem já teve vontade de abandonar as raquetes por ter jogado mal sabe o que estou falando.

Já deve ter gente estressada só de lembrar o último jogo estressante que fez! Leia esse post sobre A “cabeça” no tênis.

Essa palavra já está no senso comum das pessoas, por ter sido recentemente identificada como desencadeadora de doenças fatais. Evitar o estresse se tornou uma excelente forma de se prevenir pressão alta ou doenças cardíacas.

No tênis, o caso não é tão grave assim, mas pode levar pessoas a sentirem-se fracassadas e impotentes, terem performances péssimas em torneios, ou até a abandonarem suas raquetes pra sempre. (eu conheço gente que até vendeu o título do clube…). Leia esse post sobre autoconfiança.

 

Como você se sente nas partidas de tênis?

E você? Como se sai nos seus jogos? Sempre vence, joga calmo e tranquilo, sem estresse?? Pra mim isso parece mais um filme romântico de Hollywood, e não a trajetória de quem joga e disputa partidas de tênis! Enfim, conto de fadas no tênis não existe! (desculpa se eu acabei com sua ilusão)

Quebrando a raquete

Aqueles com sucesso, que vencem muitos torneios, jogam bem, se superaram e hoje superam muitos adversários, com certeza passaram por momentos difíceis, onde não tinham controle da situação, e sentiram muito estresse para poder seguir em frente.

“Todo mundo vê a pinga que eu tomo, mas não vê os tombos que eu caio!”

Acho muito engraçada essa frase! Serve para ilustrar que o bom desempenho de um tenista, é formado por um caminho onde houve muita dedicação e treinamento, mas houve também:

DERROTAS

FRACASSOS

DECEPÇÕES

Que exigiram:

PERSISTÊNCIA

FORÇA MENTAL

RESILIÊNCIA

Acredito que realmente algumas pessoas tem um “dom”, que as permite não só nas habilidades físicas, mas principalmente nas habilidades psicológicas, apresentar um nível de jogo excelente, mesmo em condições de muita pressão: final de torneio, torcida contra, jogando lesionado, adversário favorito.

Mas isso não é normal. Acredito que a maioria dos tenistas, teve que apresentar um grau forte de resistência para continuar tentando melhorar após cada derrota, cada fracasso e decepção.

E também, tiveram que descobrir a melhor forma de se comportar, de se preparar, de entender o que acontece conosco diante das situações (geralmente competitivas) onde temos muito estresse.

E lembrando que para cada pessoa, existe algo diferente que vai lhe trazer algo gerador do estresse. Tem gente que gosta de jogar com torcida a favor. Tem gente que vira um animal com torcida contra!

Alguns jogadores se estressam com um tipo de jogada que não gostam (balão ou curtinha por exemplo!). Outros se sentem desafiados e estimulados a jogar o seu melhor diante das situações que não os agrada!

Outros se chateiam com os morrinhos da quadra de saibro, o vento ou o sol no rosto. Eles acham que o adversário está imune a essas condições.

A ansiedade e o tênis

Outra palavrinha dos nossos tempos é essa: ansiedade.

Ansiedade no tênis

Agora, os psicólogos e psiquiatras conseguem identificar que alguns sintomas antigamente identificados como sinal de alguma doença “física”, na verdade se relaciona com uma doença psicológica (transtorno de ansiedade).

No tênis, quem nunca sentiu aquele gelo na barriga antes de alguma partida importante? Alguém já encurtou o braço e deu dupla falta quando não podia? E aquela cãibra que você nunca tem nos treinamentos e só aparece nas competições?

A ansiedade no tênis, se estiver num grau diferente do ideal pra você (sim, existe um ideal), pode trazer problemas no seu desempenho e fazer do seu jogo um desastre! Da mesma forma, se você souber usá-la ao seu favor, pode apresentar um show de tênis surpreendendo até a você mesmo!

Segundo o livro Fundamentos da Psicologia do Esporte e Exercício de Weinberg R. e Gould D. :

“ansiedade é um estado emocional negativo caracterizado por nervosismo, preocupação e apreensão e associado com ativação ou agitação do corpo”.

Quem compete, sabe que é possível em diversos momentos do jogo, sentir a ansiedade de forma completamente diferente.

Por exemplo: antes de começar um jogo, uma tenista percebe seus batimentos cardíacos muito altos, sente nervosismo e preocupação. Depois de 2 games já se normalizou. No último game do jogo, prestes a vencer essa partida, volta a sentir a mesma ansiedade do início do jogo.

Esse é um exemplo “light”! O tênis é feito de uma “montanha russa” de emoções, e durante o jogo, temos altos e baixos que vão interferir diretamente no resultado do jogo.

Se você se sente assim, você não está sozinho. Dá um abraço aqui, amigo!

A ansiedade pode ser medida por testes específicos. Mas no fundo, todo mundo sabe bem quando está meio “fora do normal”.

O que me motivou a ler sobre o assunto e buscar minha pós-graduação em Psicologia do Esporte, foi justamente todos os sofrimentos que tive em quadra, por falta de conhecimento em psicologia (Leia nosso post sobre Psicologia do tênis).

E sabendo do grau de importância que tem para o tênis especificamente, comparando com outros esportes, divido aqui com vocês o pouco que descobri nesse misterioso mundo.

Veja algumas dicas para fortalecer sua mente aqui nesse vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=_Fw4lozQWeM

Estresse

O estresse é um processo onde daremos uma resposta física e psicológica (ativação, ansiedade, tensão muscular, concentração), apresentando um determinado desempenho, ou resultado (Mcgrath, 1970).

Existem algumas coisas que podem estressar o tenista:

  • A importância de um evento
  • A incerteza do resultado
  • Baixa autoestima
  • Pessoas constantemente ansiosas no dia-a-dia
  • Performance social (outras pessoas vendo o jogo)

Sintomas do Estresse e ansiedade altos

Segundo o livro Fundamentos da Psicologia do Esporte e Exercício de Weinberg R. e Gould D.

Por acaso você já sentiu algo assim?

  • Mãos frias, suor
  • Necessidade de urinar
  • Sudorese excessiva
  • Diálogo interior negativo
  • Olhar aturdido
  • Tensão muscular aumentada
  • Estômago “embrulhado”
  • Indisposição
  • Dor de cabeça
  • Boca seca
  • Constantemente doente
  • Dificuldade para dormir
  • Incapacidade de concentrar-se
  • Frequentemente se sai melhor em situações não-competitivas

Ativação

“A ativação é uma mistura de atividades fisiológicas e psicológicas de uma pessoa, e refere-se às dimensões de intensidade de motivação em um determinado momento. A variação da ativação vai da apatia à completa ativação.” (Weinberg & Gould)

Um jogador com baixa ativação, talvez não atinja o mínimo necessário para jogar bem. Tem que estar alerta, atento e reagir rápido para jogar tênis.

Porém, se sua ativação for alta demais, talvez haja excesso de tensão muscular e dificuldades de coordenação para realizar os golpes e se movimentar. Ou até dificuldades de concentrar-se corretamente, requisito primordial para jogar bem.

Cada pessoa tem um nível ideal de ativação para se sentir bem, e conseguir jogar na sua melhor forma.

Assim também é a ansiedade, pois um nível muito alto pode favorecer um atleta profissional, motivando e elevando seu nível de jogo, mas pode prejudicar um atleta amador, que será afetado pelos sintomas da ansiedade, piorando seu desempenho.

Conclusão

O certo é que as pessoas são diferentes, e cada jogador precisa identificar (juntamente com seu treinador, psicólogo do esporte) os sinais de ativação e ansiedade na competição, e assim poderem controlar o estresse.

Lembro que quando eu comecei a disputar minha primeiras partidas de tênis, e comecei a perceber quanto eu ficava nervosa e com medo. Minha reação a isso, seguindo orientações de “fique calma, fique calma” era chegar a um estado de tanta calma, que chegava a apatia.

Para quem estava de fora, era como se eu não me importasse de ganhar ou perder. Jogando sem vontade. Corpo mole.

Só fui entender que isso estava relacionado à “ativação” depois de passar a adolescência inteira me estressando por não conseguir jogar bem, apesar de estar tentando me “acalmar”!

O estado de apatia não é desejável para jogar bem. Eu deveria manter meu nível de ativação alto, porém me “acalmar psicologicamente” nos maus pensamentos, inseguros, pessimistas e medrosos de que tudo daria errado.

A ansiedade se bem dosada pode motivar um atleta a ter uma excelente performance ou afundá-lo num buraco sem saída no jogo.

Não é tão simples identificar onde podemos melhorar para jogar bem, mas com conhecimento, é possível sanar muitos problemas da quadra de tênis. E a área psicológica pode ser a salvação do seu jogo.

Saber que é normal ter ansiedade e estresse é o primeiro passo para você aceitar os seus erros.

O próximo passo é se dedicar a buscar as ferramentas que poderão te auxiliar na melhora da sua cabeça para jogar tênis!

Gostou do post? Não deixe de compartilhar com seus amigos tenistas!

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Thais Hiroki

Escrito por: Thais Hiroki

Professora de tênis



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Gilson
Gilson
2 anos atrás

Parabéns Thais! Excelentes dicas vou procurar segui-las. Um forte abraço

Gilson
Gilson
2 anos atrás

Parabéns Thais! Muito obrigado pelas dicas, vou procurar segui-las. Um abraço

Fernando Oliveira
Fernando Oliveira
2 anos atrás

Excelente artigo. Muito bem focado e redigido. Se até os tops sofrem por que não sofreriamos, nos simples apreciadores do esporte. Um abraço a todos e parabéns!

Daniel B O Carvalho
Daniel B O Carvalho
2 anos atrás

Boa matéria. obrigado

Maria luiza wallau
Maria luiza wallau
2 anos atrás

Médico recomendou que meu marido wue teve dois avc. usasse bola de tênis para fazer ginástica com os pés e mãos. Preciso comprar dependendo do preço uma duzia ou meia dúzia. Poderia inficar como? Somos idosos. Dificil sair em lojas. Obrigada.

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